Em pleno século XXI, vivemos em uma época onde a cada dia o homem se reinventa, em um ritmo alarmante. Na época dos nossos pais e avós, o ritmo em que coisas novas apareciam, era menor. Hoje nossos pais não conseguem controlar vossos filhos, pois o conhecimento em que eles adquiriam por volta dos 15 a 20 anos, seus filhos estão adquirindo com 5 anos. O mundo está informatizado, a biblioteca tornou-se virtual, e a vida está se virtualizando.
O ser humano criou a tecnologia, onde seus avanços fogem do controle de seu criador, e a culpa de muitos problemas familiares está sendo atribuída á sua criação, mas jamais é passada a culpa ao criador da situação. Nunca o houve tanta inovação, tanta novidade, tanta euforia, temos tudo para sermos felizes, mas não somos, porque o que criamos está nos controlando, e o processo poderia ser ao inverso.
Estamos preocupados em dominar máquinas, novas linguagens de programação, globalizar o mundo com nossos costumes e humanizar as diferenças, mas não valorizamos nossa verdadeira essência, não nos valorizamos como pessoas diferentes, ignoramos os nossos pensamentos para virarmos robôs da sociedade, seguimos padrões de beleza, de inteligência, de comportamento, mas não conseguimos lidar com nossas loucuras pessoais, com nossos problemas, estamos literalmente virando robôs, e os robôs estão se tornando humano.
O problema está na capacidade inventiva que possuímos, pois ao inventarmos algo novo e inovador, pensamos que somos deuses e podemos abusar das nossas habilidades, a ansiedade é tamanha que inventamos freneticamente, mas não padronizamos isso, e muitas vezes se acabamos diante das nossas invenções, e viramos mais um instrumento da sociedade. Não seja mais um robô social, não siga padrões, seja você mesmo, porque o resto é definido, mas você é um ser indefinível, não se deixe ser mais uma definição, ou um rótulo da sociedade.
Artigo Escrito e Produzido por Ao Nosso Redor.